segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ENEM - AULA 08/09/2009 - BIOLOGIA - Profª. Patrícia

PROTEÍNAS

Conceito: são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.
Classificação: pode-se classificar as proteínas em três grupos:.
- Proteínas simples - São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo:
As Albuminas
- São as de menor peso molecular
- São encontradas nos animais e vegetais.
- São solúveis na água.
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.

As Globulinas
- Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.
- São encontradas nos animais e vegetais
- São solúveis em água salgada.
Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.

As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas
- Possuem peso molecular muito elevado.
- São exclusivas dos animais.
- São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos.
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.

Proteínas Conjugadas
- São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:
.
Proteínas conjugadas Grupo prostético Exemplo
Cromoproteínas pigmento hemoglobina, hemocianina e citocromos
Fosfoproteínas ácido fosfórico caseína (leite)
Glicoproteínas carboidrato mucina (muco)
Lipoproteínas lipídio encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleoproteínas ácido nucléico ribonucleoproteínas e desoxirribonucleoproteínas




Proteínas Derivadas
As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.

________________________________________ A DESNATURAÇÃO DAS PROTEÍNAS

________________________________________
A desnaturação é um processo, geralmente irreversível, que consiste na quebra das estruturas secundária e terciária de uma proteína.

Uma proteína difere de outra:
1) Pelo número de aminoácidos
2) Pelo tipo de aminoácidos.
3) Pela seqüência dos aminoácidos
4) Pelo formato da molécula
Conclui-se, então, que podendo repetir-se à vontade os 20 tipos de aminoácidos e, ainda, combinando-se de várias formas a partir das diferenças que acabamos de examinar, uma célula pode produzir muitas proteínas diferentes. Imagina-se, então, quantas proteínas podem ser produzidas por todos os seres vivos.
________________________________________
FUNÇÕES
.
Funções: as proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.

Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.
Exemplos:
- Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões.

- Actina e Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular,

- Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre.

- Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue),

Função enzimática - toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol.

Função hormonal - muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).

Função de defesa - existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.
Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.

Função nutritiva - as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respiratório. Nos ovos de muitos animais (como os das aves) o vitelo, material que se presta à nutrição do embrião, é particularmente rico em proteínas.

Coagulação sangüínea - vários são os fatores da coagulação que possuem natureza protéica, como por exemplo: fibrinogênio, globulina anti-hemofílica, etc...

Transporte - pode-se citar como exemplo a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.



RNA E A SÍNTESE DE PROTEÍNAS

A MOLÉCULA
A molécula de RNA é um polinucleotídeo.
Cada nucleotídeo de RNA é constituído por:
• fosfato (P)
• ribose (R)
• base nitrogenada (A – adenina, G – guanina, C – citosina e U – uracila)

Nas células existem três tipos de RNA, que são diferentes na estrutura, peso molecular e função:


RNAm – RNA mensageiro: É sintetizado no núcleo ou no citoplasma. Sua cadeia tem tamanho e peso molecular de acordo com a proteína que irá sintetizar. É formado por uma seqüência de triplets ou trincas de bases especializadas em codificar um tipo de aminoácido. Quando codifica mais de um aminoácido diz-se que o código é degenerado. Quando o DNA é duplicado pode ocorrer a substituição errada de uma ou mais bases nitrogenadas, alterando um ou mais códons. Nesse caso poderão ocorrer alterações nas características do indivíduo, é o que se chama mutação gênica.

RNAt – RNA transportador: Tem a cadeia molecular mais curta, comportando de 75 a 100 nucleotídeos. É sintetizado no núcleo e depois migra para o citoplasma onde vai ligar-se especificamente a determinado aminoácido e transportá-lo até o RNAm. Em uma das extremidades ele possui uma trinca de nucleotídeos específica, denominada anticódon, que irá codificar o aminoácido a ser transportado, e na outra extremidade todos eles possuem a trinca ACC, onde o aminoácido se liga.

RNAr – RNA ribossômico: É o RNA de cadeia mais longa e maior peso molecular. É sintetizado e armazenado no nucléolo. Posteriormente associa-se a moléculas de proteínas e forma os ribossomos.



A SÍNTESE DO RNA

A molécula de RNA é sintetizada a partir do DNA.

A molécula de DNA se abre em certos locais, ficando alguns nucleotídeos livres das pontes de hidrogênio.
Com o auxílio da enzima RNA-polimerase, nucleotídeos de RNA vão se pareando com os nucleotídeos livres do DNA.
Forma-se uma molécula de RNA que se separa e migra para o citoplasma.
O DNA volta a se unir.

Nesse processo ocorre a transcrição do código do DNA para o RNA. Cada trinca ou triplet de nucleotídeos encerra uma parcela do código chamada de códon.

Nas células procariotas esse processo ocorre no citoplasma, uma vez que as mesmas não possuem núcleo individualizado.



A SÍNTESE DE PROTEÍNAS


As reações químicas celulares são catalisadas por enzimas específicas que são moléculas de proteínas com função catalisadora.

A síntese de proteínas é controlada pelo RNA que por sua vez é sintetizado a partir do DNA.

Existe, portanto, uma ligação indireta entre o DNA e as proteínas.
O DNA está no núcleo e a proteína é sintetizada no citoplasma, o agente intermediário é o RNA.
Várias experiências demonstraram que o DNA contém um código molecular (código genético) que é transcrito para o RNA. Este, através de um processo de tradução, reconhece os componentes da proteína, que são os aminoácidos.
Na síntese de proteínas, a primeira coisa que acontece é um processo de seleção de aminoácidos realizado por enzimas ativadoras, resultando compostos denominados aminoacil-adenilatos. Acredita-se mesmo que aja pelo menos uma enzima ativadora específica para cada um dos aminoácidos que devem ser incorporados para a fabricação da proteína.

Essa ativação de aminoácidos requer energia, que é fornecida pelo ATP (trifosfato de adenosina).

Em seguida, o aminoácido une-se a uma molécula específica de RNA-t. Já foi descrito anteriormente que o RNA-t é uma cadeia molecular simples, enrolada sobre si mesma, constituída por uma seqüência de nucleotídeos, terminando em todos os casos na trinca ACC, onde o aminoácido irá se ligar. E na outra extremidade da cadeia fica a trinca denominado anticódon.

O anticódon determina qual aminoácido se ligará ao RNA-t.

Em seguida ocorre a transcrição, ou seja, a transferência do código do DNA para o RNA-m.

No processo de tradução, os ribossomos, percorrendo a moléculas de RNA-m, de extremo a extremo, alinham as moléculas de RNA-t, com seus aminoácidos, nos códons do RNA-m, complementares aos anticódons do RNA-t.

Os aminoácidos vão se ligando e formando uma molécula de proteína (polipeptídio).

Após a tradução da mensagem do RNA-m, outro ribossomo pode ligar-se ao extremo de outra molécula de RNA-m e, assim, outra molécula de proteína é sintetizada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário