segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ENEM - AULA 05 -16/09 - GEOGRAFIA - Profª. GISELE

AULA 5 PARA DIA 16/09/09
Desmatamento da Amazônia
A floresta Amazônica continua a ser uma das maiores do planeta. Atualmente, só a
Federação Russa e o Canadá, no hemisfério norte, além do Congo, na África, possuem grandes extensões de matas primárias semelhantes. Quanto à biodiversidade, não há floresta no mundo comparável a ela. Com uma flora riquíssima - mais de 30 mil espécies de plantas -, que inclui um terço de toda a madeira tropical disponível no mundo, a Amazônia brasileira já perdeu 13,31% da mata original, o equivalente ao território da França. De acordo com relatório da ONG Amigos da Terra e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os estados do Pará, de Mato Grosso e de Rondônia lideram o ranking de desmatamento para extração de madeira. Os três estados compõem também a principal frente de colonização agrícola do país.
A devastação repete um ciclo bem conhecido no Brasil. Os fazendeiros e colonos derrubam a floresta para plantar pastagens, vendendo as árvores cortadas às madeireiras. Estas, especialmente as que trabalham na clandestinidade, atuam como parceiras no processo de destruição, ao viabilizar o desmatamento nas propriedades rurais, embora também ajam isoladamente em várias áreas da floresta. Conforme estimativas do Ibama, órgão do governo brasileiro responsável por aplicar a política de preservação do meio ambiente, elas foram responsáveis pela abertura de mais de 3 mil km de estradas ilegais, nos últimos anos, só no sul do Pará. Ainda segundo o Ibama, atuam na região mais de 2 mil madeireiras, das quais 27 multinacionais, a maioria de origem asiática.
O Greenpeace afirma que a atuação das madeireiras cresceu 25% na Amazônia em 1999, em virtude da desvalorização do real e da recuperação das economias do Sudeste Asiático. A ONG revela também que apenas 30% da madeira ilegal extraída na região consegue ser apreendida pelos fiscais do Ibama. Os levantamentos feitos pelo Inpe por meio de satélites mostram que, entre 1994 e 1995, foram desmatados na Amazônia 29 mil km²; em 1995/1996, esse índice cai para 18 mil km², atingindo 13 mil km² entre 1996 e 1997. No período seguinte (1997/1998), ele volta a subir, atingindo 17 mil km², e, segundo estimativas do instituto, deve manter-se estável entre 1998 e 1999.
De acordo comn o Inpe, o pico de desmatamento verificado em 1994/1995 pode ser
explicado principalmente pela falta de fiscalização. Depois dele, as pressões das ONGs, inclusive internacionais, fizeram com que os números caíssem e se estabilizassem. Para o Inpe, no entanto, o ideal seria que esse número regredisse até os 12 mil km²/ano. No
entanto, um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam) e pelo Centro de Pesquisas Woods Hole (EUA) e divulgado em abril de 1999 mostra que esse índice de desmatamento pode ser ainda maior. De acordo com essa pesquisa, outros 10 a 15 mil km² da floresta são atingidos a cada ano, sem que possam ser detectados pelos satélites. A área desmatada na região, assim, poderia ser duas vezes maior do que apontam os números do Inpe. Segundo o Ipam, os dados do governo consideram apenas os chamados cortes rasos - que não deixam nenhuma árvore em pé -, não levando em conta as queimadas e a exploração seletiva da madeira. Outro levantamento feito pelo Inpe revela que cerca de 15% das áreas exploradas pelas madeireiras se integram depois ao sistema produtivo, sendo ocupadas por atividades agropecuárias, muitas vezes também ilegais. Além disso, em torno de 70% da área desmatada entre 1991 e 1996 encontra-se em locais próximos às estradas. Ela coincide justamente com os eixos do desenvolvimento abertos pelo Programa de Integração Nacional, ainda na época do regime militar, que continuam a ser explorados até hoje. Os projetos do governo federal para o assentamento de colonos efetuados nos últimos 30 anos ocuparam 261 mil km² da Amazônia Legal. Somados aos 60 mil km² loteados pelos programas de colonização dos estados amazônicos no mesmo período, chega-se a um total de 321 mil km² já desmatados. Diante das graves ameaças à floresta, o Ministério de Política Fundiária baixa, em outubro de 1999, uma portaria que proíbe a desapropriação de terras para fins de reforma agrária em locais de mata primária. Entretanto, a Amazônia ainda corre o risco de perder parte da vegetação para a cultura da soja, que nos últimos anos se tem difundido na região. Detentores de grande poder econômico, os plantadores de soja compram áreas já desmatadas, ocupadas atualmente por pastagens e outras culturas, para manter o ritmo de expansão agrícola. Os criadores de gado e os pequenos agricultores então se transferem para regiões ainda cobertas pela floresta, onde promovem mais desmatamento para continuar suas atividades. Em março de 1999, o Ministério do Meio Ambiente também estabelece uma medida para limitar a ação das famílias que vivem da agricultura na Amazônia. Segundo ela, cada família só poderá desmatar, no máximo, 3 ha/ano de florestas nativas para produção. Esse limite pode chegar a 5 ha, no caso das posses coletivas.


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O Brasil, com 5,5 milhões de quilômetros quadrados de matas, ocupa o segundo lugar entre os países com a maior cobertura florestal remanescente no mundo. Fica atrás apenas da Federação Russa. No entanto, o país perde anualmente mais de 20 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa por causa da derrubada de árvores e de incêndios florestais provocados pela ocupação humana – ou seja, quase quatro vezes a área do Distrito Federal.

Amazônia – A floresta Amazônica continua a ser uma das maiores do planeta. Só a Federação Russa e o Canadá, no hemisfério norte, além do Congo, na África, possuem grandes extensões de matas primárias semelhantes. Quanto à biodiversidade, não há
floresta no mundo comparável com a Amazônica. São 30 mil espécies de plantas e 2,5 mil espécies de árvores – um terço da madeira tropical do planeta. Esse patrimônio, entretanto, é ameaçado pelo desmatamento. Cálculos do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) baseados em levantamentos por satélite indicam que a área devastada na Amazônia entre agosto de 1998 e agosto de 1999 chega a 17.259 quilômetros qua -
drados e que em 1999 a região já havia perdido um total de quase 570 mil quilômetros quadrados, ou seja, 13,9% da mata original, um território o equivalente ao da França. Estimativas do Ministério do Meio Ambiente baseadas em dados do Inpe indicam que esse porcentual pode ter atingido 14,3% em 2000, com 19.836 quilômetros quadrados de áreas desmatadas, quase o tamanho de El Salvador.

Números conflitantes – Há ambientalistas e instituições de pesquisa que consideram os números do Inpe inferiores aos da devastação real. De acordo com o Greenpeace, o satélite TM-Lansat, usado nos estudos do instituto, não capta o desmatamento de áreas inferiores a 6,4 hectares e, portanto, não inclui a devastação causada em pequenas propriedades. Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam) e pelo Centro de Pesquisas Woods Hole (EUA) e divulgado em abril de 1999 mostra que de 10 mil a 15 mil quilômetros quadrados da floresta são atingidos a cada ano, sem que isso seja detectado pelos satélites. A área desmatada na região, assim, pode ser duas vezes maior que a indicada pelo Inpe. Segundo o Ipam, os dados do governo consideram apenas os cortes rasos – que não deixam nenhuma árvore em pé –, não levando em conta as queimadas e a exploração seletiva da madeira.

Ação das madeireiras – A devastação repete um ciclo bem conhecido no Brasil. Os fazendeiros e colonos derrubam a floresta para plantar pastagens e vendem as árvores cortadas às madeireiras. Essas, especialmente as que trabalham na clandestinidade, atuam como parceiras no processo de destruição ao viabilizar o desmatamento nas propriedades rurais, além de agir isoladamente em várias áreas da floresta. Conforme estimativas do Ibama, elas foram responsáveis pela abertura de mais de 3 mil quilômetros de estradas ilegais nos últimos anos só no sul do Pará. Ainda segundo o Ibama, atuam na região mais de 2 mil madeireiras, das quais 27 multinacionais, a maioria de origem asiática. Para o Greenpeace, porém, o setor madeireiro já contaria com 7.595 empresas registradas na Amazônia. Um comunicado dessa ONG garante que, em 2000, o Pará exportou para o Reino Unido 13 mil metros cúbicos de madeira – e que toda essa produção não provém "de fontes social e ambientalmente responsáveis e certificadas".

Planos de assentamento – Os projetos do governo federal para o assentamento de colonos efetuados nos últimos 30 anos ocuparam 261 mil quilômetros quadrados da Amazônia Legal. Somados aos 60 mil quilômetros quadrados loteados pelos programas de colonização dos estados amazônicos no mesmo período, eles significam um total de 321 mil quilômetros quadrados já desmatados. Diante das graves ameaças à floresta, o Ministério de Política Fundiária proíbe, em outubro de 1999, a desapropriação de terras para fins de reforma agrária em locais de mata primária. Entretanto, a Amazônia ainda corre o risco de perder parte da vegetação para a cultura da soja, que nos últimos anos tem se difundido na região, por meio da aquisição de áreas desmatadas para a agropecuária ou para cultivo de outros produtos. Em março de 1999, o Ministério do Meio Ambiente limita a ação das famílias que vivem da agricultura na Amazônia ao determinar que cada uma só possa desmatar, no máximo, 3 hectares ao ano de florestas nativas para produção. E, em 2001, o ministério institui o Licenciamento Ambiental em Propriedade Rural em municípios do Pará e de Rondônia, estados responsáveis por 80% do desmatamento da Amazônia, entre 1997 e 1999, segundo o Inpe. O objetivo da medida é melhorar a fiscalização e incentivar pequenos agricultores – donos de áreas com menos de 150hectares – a adotar planos de manejo florestal sustentável.

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